Minutos Após a partida de Índio, as garotas se despediram e foram para casa, como de costume Patrícia foi até ao ponto e esperou seu ônibus para o centro de Santo André.
A viagem durou quinze minutos, e foi tranquila como sempre. Patrícia desceu do ônibus, saiu da estação e foi ao shopping visitar sua mãe e tomar um delicioso milk-shake de ovomaltine. Fui até a loja “Patrícia” onde sua mãe vendia doces em gerais, mas o mais pedida era a trufa surpresa, que tinha um sabor que segundo os clientes era maravilhoso.
- Oi mãe!
- Oi querida o que está fazendo aqui?
- Fomos dispensados, um cano estourou, então a escola ficou sem água.
- Nossa! Mas vocês conseguiram terminar a prova?
- Conseguimos sim, aliás, estava muito fácil!
- Ai que bom. Ah filha, sexta tenho que lhe levar ao médico pra fazer os exames que foram pedidos...
- A que horas?
- Às dez da manhã.
- Ainda bem que só é prova de Inglês, devo terminar antes das nove.
- Ok. Agora vá para casa, e depois do almoço volte aqui para me ajudar, os marshmallows que eu pedi semana passada vão chegar hoje, quero que você os arrume nas prateleiras.
- Ah mãe, por que não manda a Dorinha fazer isso?
- Ela faltou, me ligou e disse que está com virose. – Patrícia bufou e cruzou os braços, queria escrever mais e pesquisar a tal Rua doa Caquizeiros. – Será bem recompensada se fizer isso... – Patrícia levantou a sobrancelha direita e sorriu, por mais que a chantagem valesse à pena, iria fazer isso não só por ela, mas também pela a mãe, a qual amava muito.
- Está bem mãe, eu arrumo – Sorriu e a abraçou. – Bem, vou lá almoçar e trocar de roupa, já volto! – Beijou- a e saiu da loja. Antes de ir para casa, Patrícia foi ao Bob’s, comprou um Ovomaltine médio e saiu do shopping se deliciando da sobremesa. Morava na Rua das Esmeraldas, que ficava a menos de cinco minutos do shopping. Rapidamente chegou à sua casa, que era a terceira do lado esquerdo, abriu o portão entrou e viu que se gatos Pamonhas o esperava.
- Pamonhas, está com fome é? – O pegou no colo, e foi ver se tinha comida no potinho de Pamonhas (Que não era pequeno, pois Patrícia e sua mãe passavam a manhã inteira fora). – Ah, sede... Vou buscar água pra você, vem! – O gato a seguiu, e quando se deparou com seu potinho de água cheio, se deliciou e tomou mais da metade da água que Patrícia havia ali colocado.
- Estava com sede mesmo. Já que são apenas dez horas – balbociou – Vou assistir um pouco de televisão, vem comigo Pamonhas lindo? – O gato a seguiu, parecia a entender perfeitamente. Patrícia jogou sua mochila no sofá e foi trocar de roupa, colocou um vestido de cor salmón que passava do joelho, o qual ela amava, calçou seu all star e foi para a sala assistir a televisão e esperar o tempo passar, ou até dar fome. Deitou-se no sofá, ligou a televisão, não tinha nada de interessante, olhou para a sua bolsa e sem pensar duas vezes pegou o “Rua da lembrança”, desligou a televisão e correu para seu quarto (mais uma vez Pamonhas a seguiu). Lá, ligou o computador.
- Anda, anda! – Dizia ao computador enquanto ele ligava. Finalmente a máquina ligou e Patrícia pode digitar seu quem sabe futuro livro. Quando estava na décima página, ouviu seu estômago roncar. – Ok! Hora do almoço. – Salvou o arquivo como “rdl” e desligou o computador antes de ir para a cozinha, disse para o gato, que como sempre a seguia:
- Bem agora a mamãe vai comer, se quiser venha, senão vá deitar na sua caminha ou fica na sala, ah tanto faz, vou lá. – Como esperado o gato não a obedeceu, e a seguiu até a cozinha. Enquanto isso a garota abriu a geladeira, pegou a coca-cola, a panela do arroz, onde um bife a milanesa clandestino esperava ser esquentado junto ao arroz, e as batatas fritas no congelador.
– Hora do desastre – Disse olhando para o pacote de batatas ainda fechado. Ela pegou uma panela e a derrubou. – Parabéns Patrícia Estabanada Figueredo! Só espero não ter amassado a panela, se não minha mãe me mata, não é Pamonhas? - O gato miou, e estacionou no meio da cozinha, ficou observando a dona preparar o almoço, parecia que sabia que logo menos iria receber um pedaço de bife, Patrícia sempre dava um pedaço da mistura para Pamonhas.
- Três copos de óleo, e fogo alto. Um pouco de água no arroz e fogo baixo. Agora é só abrir a embalagem, pegar algumas batatas, e torcer para que nenhuma queime, ou que eu me queime com respingos de óleo. – O óleo parecia já estar fervendo, e com seu jeito desajeitado, Patrícia jogou com cuidado as batatas que começaram a fritar. – Uma parte da missão está cumprida! Bem, agora é torcer para que elas não queimem. – Seu desafio com o fogão terminou cinco minutos depois, O bife e o arroz estavam com uma cara muito boa, e as batatas, apenas três queimaram, as três ultimas que ela havia colocado na panela.
- Até que não foi um desastre total... Missão cumprida, o que achou disso agente Pamonhas? Mereço minha recompensa agora não é? UM COPO ENORME SUPERHIPERMEGA GELADO DE COCA-COLA! – Abriu a tampa da garrafa que soltou um “tss” – O barulho da vitoria! Ah... – A virou sobre copo e despejou o conteúdo até enchê-lo.
Hm, agora sim! – Ouviu o miado de Pamonhas. – Por isso que você me seguiu, haha. – Cortou um pedaço do bife, deu para o gato. Começou a comer e em dez minutos já tinha terminado. Lavou, enxugou e guardou a louça. Olhou no relógio, o mesmo marcava meio-dia e trinta e três, já era hora de ir à loja de sua mãe para ajudá-la.
- Ah Pamonhas tenho que ir, vou abastecer seu potinho. – Correu até a lavanderia e pegou o saco de ração, despejou na vasilha do gato, fez o mesmo na parte da água. – Bem, agora a mamãe tem que ir, comporte-se, te amo. – O gato ficou encarando o portão, como se, se ele olhasse para ele, a dona voltaria, mas o esforço do bichano foi em vão.
- Pensei que você não viria!
- Ah mãe, você disse depois que eu almoçasse, eu não estava com fome às dez da manhã!
- Ok eu a perdôo. Agora vá ao estoque abra as caixas de marshmallows, pegue os pacotes e preencha a fileira laranja, pode ser? – Patrícia assentiu. E foi fazer o que lhe fora ordenado, minutos depois, após ver tanto marshmallow, ela ficou com vontade de comer alguns, correu e foi perguntar à sua mãe se ela podia “beliscar” um doce.
- Posso mãe? – Disse mostrando um pacote de marshmallow.
- Eu sabia – Riu. – Sim, mas só esse pacotinho! – Rapidamente Patrícia abriu o pacote e de boca cheia soltou um “Eu te amo” para a mãe, que riu e fez um gesto negativo com a cabeça. O dia na loja de doce foi agitado, uma encomenda de cinquenta trufas surpresa foi feita, e o trabalho sobrou para quem? Obviamente que para Patrícia. Ela embalou cinco caixas com dez trufas surpresas cada, em meia hora, não agüentava ver tanta trufa. Após a esse trabalho, que ela denominava escravo, vieram mais três encomendas, que respectivamente eram: Uma cesta média com doces diversos, trinta saquinhos sendo dez com jujubas, dez com marshmallows, cinco com bolinhas de chocolate e cinco com mini suspiros e por fim um especial “presente amoroso” com rosas de bala, pirulitos de coração e várias trufas e bombons de diversos sabores com formas de coração.
- Esse está apaixonado, sortuda essa... Qual é o nome dela mesmo, mãe?
- A-les-san-dra. – Disse enquanto escrevia no cartão. Toda essa arrumação durou duas horas e meia, claro que ouve pausas, pois Patrícia não resistia aos doces, segundo sua mãe a loja poderia ir a falência só por causa das “beliscadinhas” de Patrícia.
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